Como eu esperava, o carro estava ótimo desde o início dos treinos. Tivemos três treinos antes da tomada de tempo e fomos os mais rápidos em todos os três. Na classificação o Mark fez o sexto tempo, a sua melhor posição no grid até hoje.Quando o carro começa bem assim, fica muito mais fácil, pois eu posso trabalhar mais com o Mark no que diz respeito a PILOTAGEM. Sabíamos também que a previsão do tempo para o dia da corrida seria de chuva, sol, frio e calor, só faltava neve na previsão.

 

Logo antes da largada alguns pingos de chuva deixaram a pista naquela condição miserável, nem seca para slicks nem molhada para chuva. Infelizmente o Mark fez um erro, rodou logo na última curva, deixou o motor morrer, demorou para achar a marcha ré e entrou direto nos pits.  Perdemmos uma volta. O erro foi que a equipe não deveria ter mandado ele entrar, pois ele teria que parar para fazermos a troca de pilotos mais tarde. Bem, entrei no carro estávamos 2 voltas atrás e o final de semana que havia começado de forma espetacular, havia virado em uma corrida difícil.

 

Não desanimei, mandei bala, quer dizer, por dez voltas, até o engenheiro dizer no rádio que precisaria economizar muita gasolina, eu tive que mudar o mapa do motor para o mode pobre, e no final de cada reta ainda fazia aquela tiradunga de pé. Apesar disto vinha descontando muito dos demais. Para vc ter uma idéia, quando eu entrei no carro, estava duas voltas atrás do Antonio Garcia que era o líder, terminamos a prova em oitavo na mesma volta do Antonio que chegou em sexto.Como sempre, não perco o entusiasmo, temos três corridas e quero ganhar uma. Até SonomaAbraçoNegri 

 

 

Bem, depois da tempestade que foi a prova de Montreal para mim, não vejo a hora de chegar a corrida de Watkins Glen.

 

Tudo estava na contra mão em Montreal.  No primeiro dia de treino fizemos os 4 primeiros treinos tentando de tudo para melhorar o carro que não tinha reação alguma às mudanças.  O carro não freiava bem e era muito ruim sobre as zebras. Descobrimos no final do dia que o amortecedor dianteiro esquerdo estava com o rebound travado.

 

A quebra do motor na corrida causou um tremendo furacão na minha temporada deste ano.  Na bandeira amarela aproveitamos para fazer o pit stop e a troca de pilotos. Entrei no carro e ainda estávamos sob bandeira amarela.

 

Assim que deu bandeira verde, depois da curva dois eu percebi que tínhamos um grave problema de motor:  Infelzmente não consegui completar nenhuma volta sob bandeira verde e o regulamento diz que para pontuar o piloto tem que completar pelo menos uma volta em bandeira verde.  Não marquei pontos. O Mark meu parceiro, sim.

 

Isso tirou completamente  qualquer chance que eu tinha de chegar entre os três primeiros no campeonato, já que o Mark agora está a 10 pontos do terceiro lugar.  Banho de água fria, fria nada, gelada.

 

Para está próxima prova, o carro teoricamente tem que estar bom, pois treinamos lá depois da 6 horas de WG e eu fui o mais rápido o dia todo.

A prova vai ser novamente de 2 horas e isto trás mais emoção, pois a estratégia de box vai contar muito. Quem assistiu a corrida de Montreal deve ter entendido o porque a Grand AM é tida como a melhor categoria aqui nos Estados Unidos.

 

Até mais

Negri

 

 

Oi turma, o blog hoje vai ser curto.  Estamos em Montreal e as coisas não estão nada boas. Mais uma vez estamos atrás do prejuízo.  Isto me deixa muito irritado pois estamos numa boa posição campeonato e  a estas alturas tudo teria que estar muito (e tudo muito redondo). Estou tendo que batalhar com meu engenheiro,  o que nunca aconteceu antes. Mais uma vez vamos começar prova amanhã (sexta) sem saber aonde estamos.
Esperamos por um dia melhor amanhã.
 Negri

 

 

Que pista mais linda!

 

Barber é um destes lugares que parece que você está na Disney.  Para qualquer lugar que você olha, tudo é limpíssimo, super-organizado, todas as pessoas que trabalham na pista e trabalham no evento, apesar daquele calorzarço de 40 graus, estão sempre te saudando com um sorriso.  Ao redor da pista é cheio de estátuas, uma jardinagem lindíssima, tinha até uma igreja inflável.  É isto mesmo, igreja inflável.

 

No sábado depois da classificação, sabíamos que estávamos com um problemão na mão, o carro estava uma caca.  A pista é muito abrasiva, existe um desgaste demasiado dos pneus e além do carro não estar bom, os pneus não duravam três voltas.

 

Pela primeira vez em quatro anos que estou com a equipe Michael Shank Racing, nosso debriefing foi cheio de tensão. Eu realmente não estava contente, entramos para a corrida de Barber em quarto no campeonato, e agora não era a hora de não acharmos o acerto, ou de não termos a velocidade necessária para estarmos competitivos.

 

Bem, para falar em português claro, o pau comeu e mudamos o carro de cima a baixo, só que como não tínhamos warm up, só saberíamos se o acerto que fizemos iria funcionar na própria corrida.  Logo após as primeiras voltas, o Mark já nos disse no rádio que ele estava gostando da forma que o carro estava se portando.

 

Gente que calor !!!!!!!!!

 

Eu estava fora do carro esperando o momento do primeiro pit stop e pensava: Como vou aguentar mais de duas horas dentro deste carro?  A verdade é que minha vontade de ter um bom resultado foi tanta que quando entrei no carro a única coisa que estava na minha mente era ir para frente, e não dei espaço para pensar no calor.  Logo vi que o carro estava competitivo e fui para cima.

 

Já no final, quando estava em quarto, eu sentia que o carro estava forte e tinha até a chance de atacar o Ian para tentar ganhar a terceira colocação, porém resolvi garantir os pontos, ja que o Zonta, Gurney e Goossens estavam atrás.  A corrida deve ter sido muito legal de assistir, pois me lembro que em um momento éramos como 10 carros pregados uns nos outros.

 

Estou totalmente recuperado da mordida que tomei de um cachorro.  Sabe aqueles cachorros salsicha? Então... foi uma daquelas mer...nhas lá que fez um grande estrago: 23 pontos.  Aparentemente esta é a raça de cachorro mais agressiva, portanto se você estiver perto de um, lembre-se de mim e não chegue muito perto.  O hot dog é violento.

 

Abraço a todos e mais uma vez agradeço muito a torcida.  Sou um cara abençoado, faço o que mais amo fazer na vida que é pilotar.

 

Negri

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Já passamos da metade do campeonato e eu estou realmente assustado com o tanto que algumas equipes progrediram.  Equipes como a Krohn do piloto brasileiro Ricardo Zonta e a AIM Motorsport, do carro 61. Deu para ver o progresso deles agora que voltamos a Daytona, onde no início do ano a equipe Krohn chegou a abandonar o carro Lola e correu as 24 Horas com o Riley; e onde na ultima etapa, já no meio do ano e da temporada, eles andaram super competitivos. O campeonato realmente está ficando cada vez mais duro e Barber é uma pista que deixa todos os carros mais juntos ainda, pois se usa muita pressão aerodinâmica, sem retas longas.  A pista é estreita e a distância de freiada é bem curta, tornando difícil as ultrapassagens. Mas não se preocupem, acho que já deu para perceber que a Grand Am é realmente a categoria show e vocês vão ver uma corrida de arrepiar. Os GTs vao encher o nosso saco falando um português bem claro.  São muitos e eles já sabem quais os protótipos que estão disputando as 5 primeiras posições e sabem também que com isto somos um pouco mais cautelosos. Minha equipe, a MSR, fez uma boa preparação para esta prova, estudamos bastante e estamos indo com um acerto que espero funcione desde o inicio. Barber nunca foi nosso forte, mas a gente sempre se deu bem lá. Ah!!!! Acreditem ou não, fui mordido por um cachorro no dia 4 de Julho.  O cachorro pulou, agarrou meu lábio inferior e tomei 23 pontos.  Dá para acreditar?  Estou super bem recuperado, já quase sem marcas e pronto para acelerar.  Hoje me ligou o Pedro Gomes da equipe de kart Targh.  Eu corri nos últimos 2 anos a prova da Granja Viana com eles, e acertamos também para este ano. Sempre é uma grande alegria fazer esta prova no final do ano e mais uma vez vou levar meu grande amigo Rafael Matos, que aliás neste final de semana corre duas vezes de Indylights em Mid Ohio e também de ALMS pela Andretti Green. Este cara acelera muito. É isso aí. vamos tentar fazer  bonito neste final de semana. Abraço a todos,Negri --
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Daytona a gente sabia que iria andar bem, não tinha como dar algo diferente depois da pole nas 24 Horas. Já nos primeiros treinos fui o segundo e depois o primeiro; e o Mark andou bem nos treinos também.

 

Antes da classificação, ficamos olhando os dados das minha voltas e as do Mark, e fiz um estudo super detalhado para o Mark aplicar tudo na classificação.  Ele foi muito bem e se  classificou em oitavo.

 

Fizemos algumas mudanças para a corrida, mudanças que eu não queria fazer.  Os engenheiros da Ford nos pediram para mudar a quarta e a quinta marcha, o que eu era contra, pois achei pela experiência dos últimos anos, que como esta corrida é de noite, nada muda quanto a top speed. Os engenheiros da Ford acharam que à noite, com temperatura mais baixa, teríamos que ter uma marcha mais longa para uma maior velocidade, porém o vento estava contra na reta principal.

 

Bem, o Mark fez uma excelente largada, a equipe fez uma estratégia fantástica e ao final da prova eu estava disputando com o Ricardo Zonta a terceira posição.  Ficamos num ótimo duelo por várias voltas.  Eu era um pouco mais rápido que o Ricardo, porém alcançava os GTs retardatários no lugar errado e sempre perdia terreno.

 

Eu tinha menos pressão aerodinâmica e com isso era um pouco melhor nas retas.  O Ricardo, com um pouco mais de pressão aerodinâmica, era melhor nas freiadas. Bem, se tudo continuasse como estava, ali ficaríamos, porém encontramos um GT na curva 1.  Eu entrei por dentro do GT e o Ricardo foi por fora. Acho que o piloto do GT se assustou quando viu o Ricardo pelo lado de fora e fechou um pouco, mas eu já estava lá. Nos tocamos e para meu azar, quebrou a roda e então tive que dar toda volta na pista, perdendo muito tempo.  Como já estávamos no final da prova, não tivemos mais chance nenhuma para recuperação.

 

Décimo terceiro. Perdemos uma chance preciosa de marcar muitos pontos e chegar no carro 91, que ocupa a terceira posição no campeonato.  Eles tiveram uma corrida pior que a nossa.  Continuamos em quarto no campeonato, as coisas apertaram um pouco, porém é bola pra frente, e hora de correr atrás.

 

A próxima corrida será em Barber Motorsports Park, uma pista linda, com curvas de média e baixa, extremamente fisica.

 

Abraço a todos

Negri --
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De volta aos Estados Unidos, depois de uma breve viagem de 4 dias ao Brasil para um evento muito especial, o aniversário de uma pessoa muito importante para mim, que é meu pai, estou em Daytona, uma das pistas mais impressionantes que já conheci. Impressionante pelo tamanho e pelas altas velocidades.  Logicamente trouxe um presente de São Paulo, uma leve gripe.

 

Hoje de manhã visitamos, eu e a maioria dos pilotos, o Camp Boggy Creek, um acampamento fundado pelo ator Paul Newman onde são atendidas crianças com doenças terminais.  O Camp provê um pouco de tempo com qualidade para estas crianças. É um lugar mágico e lindo, onde no lugar de tristeza, tudo é só alegria.

 

À tarde, de volta a Daytona, pude falar um pouco com meu engenheiro sobre nossos planos para esta corrida.  Pude também estudar os dados da telemetria das 24 horas deste ano, onde fui o pole.

 

Acho que estaremos fortes para esta prova.  Temos um bom acerto para a pista e o Mark, meu parceiro, anda fazendo um ótimo trabalho.  Além disso, esta é uma das pistas favoritas dele.

 

A competição vai estar braba.  Muitas equipes progrediram bastante desde o início da temporada e será interessante ver como vão se portar os dois novos chassis, o Dallara e o Lola, que nunca andaram aqui.

 

A idéia é ser um pouco mais agressivo agora e tentar acertar na estratégia, o que temos feito muito bem até agora. Esta corrida será 15 minutos mais curta e as estratégias vão contar muito.  Peço a torcida de todos para que tenhamos toda boa vibração e  boa energia com o nosso carro 60 nesta oitava etapa.

 

Até mais.

Negri

 

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Esta prova de Mid Ohio foi uma das mais difíceis que eu já tive em todos estes anos de carreira. A pista de Mid Ohio no seco não tem muita aderência, no molhado............ 

 

Estava como dirigir em cima de vidro com água.  O meu parceiro Mark teve alguns contatos e perdemos alguns componentes aerodinâmicos.  Isto fez com que o carro ficasse bem instável.  Assumi o volante com meia hora de corrida, ou seja, tinha duas horas e quinze minutos para tentar me manter na pista e vocês não tem idéia do quanto isto foi difícil e desgastante mentalmente.  As condições estavam terríveis.

 

Como nossa estratégia, eu usava o mapa do motor que economiza combustível.  No volante temos este controle com três posições: 1 é o mapa que tem um programa mais pobre de combustível, 2 é o mapa para bandeira amarèla e 3 é o mais rico, que dá maior potência ao motor.

 

Fiz a maior parte da corrida no mapa 1 e com isto não precisei parar para reabastecer até o final, o que foi bom. Porém, fiz duas horas e meia com o mesmo jogo de pneus, e no final da corrida, eu já não tinha mais aderência nenhuma, enquanto a maioria das equipes que têm uma dupla de pilotos profissionais parou na metade para fazer a troca de piloto, e logicamente eles colocaram pneus de chuva novos.

 

Sexto lugar não era o que eu queria, porém para a pontuação no campeonato foi bom. Não só continuamos em quarto na pontuação, mas também aumentamos a diferença para o quinto colocado.

 

A próxima prova será em Daytona, no mesmo evento que a Nascar.  Como sempre, esta prova tem um grande público e o ambiente de festa por estar perto do 4 de julho, dia da independência dos Estados Unidos.

 

Até lá,

Negri

 

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A corrida deste final de semana em Mid Ohio comecou mais cedo para mim.  Viajei para Cleveland no domingo passado para um evento do nosso patrocinador, Westfield Insurance, na segunda-feira.

 

Foi muito legal e eu pude conhecer bastante gente que trabalha no escritório central deles. Na parte da tarde, fui junto com os executivos da empresa fazer tiro ao prato. Nunca tinha feito algo assim antes.  O lugar é uma floresta com vários locais onde uma máquina atira os pratos, e para quem nunca nem tinha pego numa arma antes, foi uma experiência e tanto. Ha!!!!  Acertei 48%, o que o instrutor que estava lá disse que foi bem acima da média.

 

Bem, Mid Ohio nunca foi nossa pista forte.  O melhor resultado que tivemos lá foi um sétimo lugar em 2006, o que nos frusta um pouco já que a equipe está a uma hora e meia de Mid Ohio e sempre trazem vários convidados para esta corrida. A gente quer e precisa virar a mesa. Estamos confiantes, temos um acerto muito superior ao que usamos nos últimos anos e o pessoal da Ford adora a gente e nos ajuda muito com os engenheiros extras.

 

Ano passado a corrida foi apenas de DPs, e este ano correremos com os GTs, o que vai tornar tudo muito mais interessante.  Acredito que terá muitas bandeiras amarelas, pois a pista apesar de ter uma longa reta, é muito complicada para passar, cheia de ondulações e é muito estreita.

 

Acredito em um bom resultado.  Estive há pouco com meu engenheiro e temos idéias interessantes que podem vir a nos ajudar muito no que diz respeito a estratégia de corrida.

 

Espero escrever com boas noticias depois da prova.

 

Até mais

Negri

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Nem sei como estou escrevendo para vocês. Estou morto de cansado, desidratado, com dor no corpo todo, porém feliz com o resultado de hoje.

Seis horas de corrida, e as últimas duas horas, um pega sem fim. Esta é a Rolex Series, onde os carros andam muito iguais, e vários deles, não apenas alguns.

 

Depois do azar que nos deu ontem na Classificação, sabíamos que teríamos uma corrida longa pela frente.  Passamos muito tempo na sexta e no sábado depois do warm up pensando e estudando tipos de estratégia.

 

Para meu carro, tenho dois engenheiros e um estrategista, fora o engenheiro de motor, um cara da Ford.  Todos ficam naquele STAND, onde tem os monitores e as informações da telemetria. O estrategista não parava de fazer contas o tempo todo, tentando claro sempre me dar, ou melhor, me colocar na melhor situação. Durante a corrida eles me passavam informações pelo rádio, já com decisões de quando parar no box, e também se apenas abasteceríamos ou trocaríamos de pneus, e posso lhes dizer que a cada três voltas eles mudavam as informações, os planos e etc. Uma situação em que além de você estar atento, pilotando, ainda tem que assimilar tudo o que eles nos passam pelo rádio.

 

Como disse, estou feliz com o resultado, é muito dificil competir de igual para igual com equipes que tem têm dois pilotos profissionais, mas tenho que dizer, que hoje, o meu parceiro Mark Patterson, dirigiu como um profissional de primeira qualidade e me ajudou muito a obter este resultado.

A única coisa que eu faria diferente, seria ter colocado pneus novos no meu último pit stop.  O carro estava muito difícil de guiar no final.

 

Quanto ao chega pra lá que tomei do Max Angelleli na penúltima volta...........eu teria feito a mesma coisa. Tive o azar de pegar os retardatários no lugar errado, ele leu a situação perfeitamente, e eu sabia que ele não tinha nada a perder, já que esta lá atrás no campeonato.

 

Bem, agora fico aqui em Watkins Glen  mais dois dias, pois treinamos aqui na segunda, e espero me recuperar um pouco.Até a próxima.Negri www.negrijr.com

 

 

Estamos indo com bastante otimismo para Watkins Glen. Apesar dos problemas que tivemos em Laguna Seca, o acerto do carro estava bom e isso se deve muito ao trabalho que temos feito com a Ford. Além disso, eu tenho conversado muito com meu companheiro de equipe, o Mark Patterson, trabalhando com ele principalmente no traçado das pistas.

 

Os engenheiros da Ford têm nos ajudado muito com o SIM, um programa que simula todas as possíveis condições da pista.  A gente entrega o carro com um acerto inicial e eles usam o programa para melhorar os ajustes.  Em Laguna, o acerto sugerido pelo simulador foi melhor que o nosso acerto inicial e até o problema com a suspensão a gente estava andando bem, entre os pilotos mais rápidos.

 

Não sei se vocês sabem, mas o caminhão da Sun Trust pegou fogo na volta de Laguna Seca quando estavam já no Texas, e se não fosse pelo apoio recebido pela comunidade da Grand-Am, eles não teriam como fazer essa corrida. A Chip Ganassi está emprestando todo o equipamento dos pits e a organização da Grand Am autorizou a equipe a competir com o carro antigo, com chassis Riley. Eles haviam trocado para chassis Dallara e pelas regras, uma vez que é feita a mudança, a equipe não pode voltar atrás.

 

Voltando a WG, o final de semana vai ser bastante esquisito. Há previsão de chuvas de verão, o lugar é muito úmido e vai estar bastante quente. Só temos a sexta para treinar e fazer a tomada de tempos. Além disso,  se chover na sexta, não teremos treinos e a largada vai ser pela colocação no campeonato.

 

Acredito que dez carros têm chances de ganhar. As diferentes marcas de motores estão muito parelhas, mas o motor que está um pouco adiante dos outros creio que seja o BMW.

 

Eu gosto muito de Watkins Glen e o Mark também vai bem na pista. Já fizemos todo o planejamento do que fazer em caso de chuva e isso é muito bom para evitarmos qualquer surpresa. A idéia inicial é que eu pilote durante as primeiras duas horas. Depois o Mark pilota uma hora e meia e eu finalizo. Mas isso, claro, vai depender das bandeiras amarelas.

 

Estamos em quarto lugar no campeonato e isto nos dá muito incentivo para lutarmos por melhores posições.

 

Até depois da corrida

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