May 2008 - Posts

Uma das primeiras perguntas que a gente se faz, e também escuta, é o porquê do autódromo de Dover ser chamado “A Milha Monstro”.  O apelido surgiu logo depois que a pista se tornou, em 1995, a primeira da NASCAR  a ter o piso de concreto. Como não encontrei nada além disso, resolvi fazer a pergunta para o diretor de relações públicas da pista, Gary Camp.

“O oval de uma milha de Dover, com sua grande inclinação nas curvas, é conhecido por ser difícil para os competidores e para o equipamento. Como o oval é na sua maior parte formado pelas curvas de 24 graus, vencer uma corrida em Dover é um grande feito. Os pilotos têm que conquistar sua vitória depois de 400 milhas de concreto.  A estátua do Monstro é um símbolo das caraterísticas únicas da pista.”

 

É meio blá blá blá, mas é isso aí: um autódromo rápido, curto, com freiadas fortes e contatos inevitáveis.

 

 

 

Richard Petty, correndo com um Ford, foi em julho de 1969 o primeiro piloto a vencer em Dover.  Coincidência incrível, ou uma dessas coisas do destino, o primeiro a vencer no concreto, com um Pontiac, foi justamente o filho do "Rei", Kyle Petty.

 

Abaixo, para quem gosta de números, alguns detalhes da pista:

 

Comprimento: 1.609 metros (1 milha)

Superfície da pista: concreto

”Acostamento” de segurança e área dos pits: asfalto, com concreto nos boxes

Inclinação: 9 graus nas retas e 24 graus nas curvasLargura: 14,6 metros nas retas e 17,6 metros nas curvas

Acostamento” de segurança: em volta de toda a parte de dentro da pista, com 3 metros de largura nas retas e 6,4 metros de largura nas curvas

Capacidade: cerca de 135 mil fãs

Número de boxes: 42 (um a menos que o total de carros, com um deles sendo compartilhado por dois carros)

Comprimento das retas: 328 metros

PS. Para os fãs da Dodge, o carro na mão direita do monstro é um Dodge Charger. A estátua foi inaugurada na primeira quinzena de maio e tem 14 metros de altura.

Eu sei... ninguém aguenta mais falar do Kyle Busch.  Mas resolvi fazer uma pequena pesquisa e comparar a trajetória dele com a de outros pilotos ativos, todos com chances reais de vencerem, considerando o estágio das suas carreiras e a competitividade das suas equipes.  Considerando que o Kyle competiu até agora em 126 provas da Sprint Cup, tendo conseguido 7 vitórias, usei o mesmo parâmetro para 10 outros pilotos. Ou seja, compilei o número de vitórias deles depois de 126 provas. No caso dos pilotos com o mesmo número de vitórias, coloquei na frente quem chegou lá primeiro.

 

  1. Jeff Gordon                – 19 vitórias
  2. Jimmie Johnson           – 16 vitórias
  3. Tony Stewart              – 15 vitórias
  4. Ryan Newman            – 11 vitórias
  5. Greg Biffle                  – 10 vitórias
  6. Kurt Busch                  – 9 vitórias
  7. Carl Edwards              – 9 vitórias
  8. Dale Earnhardt Jr.       – 8 vitórias
  9. Kasey Kahne               – 7 vitórias
  10. Matt Kenseth              – 7 vitórias
  11. Kyle Busch                 – 7 vitórias
Não há dúvida que o polêmico garoto do confeti de chocolate está embalado.  Inclusive, se acumular mais umas 6 ou 7 vitórias até o final do ano, vai subir bastante no ranking acima.  Mas qualquer tipo de previsão pára por aí, porque ninguém é vidente e quem se diz ser é charlatão.  Assim como qualquer piloto, Kyle está sujeito a uma série de fatores e é por isso que defendo que a grandeza de um piloto só pode ser medida depois de conhecermos o total da sua carreira.  E por enquanto, de acordo com os números, Kyle Busch é um astro, mas não o maior deles.  

 

American Le Mans Series – Utah – RepetiçãoQuarta às 21:00

Para quem quiser assistir mais uma vez à estréia do Gil de Ferran na categoria.

 

World Series by Renault – Mônaco – Repetição

Quinta às 13:00 e às 17:00 / Sábado às 20:00

 

Craftsman Truck Series – Mansfield – VTQuinta às 22:00

Prova realizada no último sábado.  O final foi sensacional!!!

 

Nationwide Series – Dover - AO VIVO Sábado às 16:00

Estréia oficial na categoria de Joe Logano, a grande sensação ano passado da Camping World East.  Ele vai correr com o número 20 da Joe Gibbs, o carro mais vitorioso desta temporada.

 

Sprint Cup  – Dover - AO VIVO Domingo às 15:00

Ano passado Martin Truex Jr. conseguiu a primeira vitória da carreira dele nesta prova.  Carl Edwards venceu a prova em setembro.

 

NASCAR Corona Series – Zacatecas – VTDomingo às 22:00Veja porque esta categoria está se tornando uma das favoritas do Roberto Figueroa. 

O piloto Douglas Soares vai estar com o Roberto Figueroa neste domingo durante a transmissão etapa da NASCAR Sprint Cup no Lowe’s Motor Speedway, na Carolina do Norte.  O Douglas está morando em Los Angeles, onde veio para competir nesta temporada da Champ Car Atlantic.  Ele teve uma corrida bastante interessante no último fim de semana e prometeu contar no ar todos os detalhes do que aconteceu em Laguna Seca, inclusive sobre a volta às pistas do Cristiano da Matta.  A transmissão da Coca-Cola 600 no domingo começa às 18:30 horário de Brasília.

 

A Mazda usou este protótipo para o dar uma carona para os convidados VIP no Grande Prêmio de Long Beach em abril.

 

 

 

Abro o jornal hoje de manhã e qual não é minha surpresa ao ver uma reportagem no Los Angeles Times em que o Hélio Castroneves diz que “não nega estar pensando em ir para a NASCAR”.  Digo surpresa, não necessariamente pelo que disse o brasileiro, o que a gente já desconfiava ou já sabia, mas porque o LA Times não é de falar muito da NASCAR, ainda mais que já estamos na temporada do beisebol e na fase final do basquete.

Mas à medida em que fui lendo, ficou mais fácil entender.  O brasileiro esteve ontem em Los Angeles para entregar a cetro de campeão do programa “Dança com as Estrelas” para os novos vencedores.  Por causa desse programa, Castroneves é hoje uma celebridadade norte-americana e não há uma mulher não brasileira que eu conheça que não tenha me perguntado sobre o Híliu.  Nas primeiras vezes, demorou para eu entender que esse é o jeito deles falarem o nome dele aqui.

Voltando à reportagem, o interessante é como o jornal aborda a questão da importância das categorias, IndyCar e NASCAR no caso, terem hoje pilotos cuja fama vá além do que fazem nas pistas.  Segundo o jornal, seria um duro golpe para a IndyCar perder um dos seus pilotos mais populares justamente no momento em que a série começa a recuperar a fé do público americano. De cara, achei que fosse um exagero, mas depois pensando bem...

O Castroneves é sem dúvida, entre os os pilotos que correm hoje nos Estados Unidos, o que tem maior status hollywoodiano. Disparado!  A Danica Patrick é um fenômeno de marketing (sem entrar na questão do talento) e o Dale Earnhardt Jr. é o o xodó da Nação NASCAR. Mas nenhum dos dois conquistou como Helinho o coração do público prime-time com seu sorriso, seu charme e seu talento para o bailado.

A observação do jornal é válida, e sob esse ângulo pode ser motivo para o Tony George perder algumas noites de sono. Mesmo assim, acho que serão necessárias algumas condições para que isso aconteça.  Eu já disse uma vez no ar que não acredito que o brasileiro vá para a NASCAR antes de ter nas mãos um título da IndyCar.  Pelo menos não agora, pelo menos enquanto ele tiver uma chance real disso acontecer. Claro que isso é palpite, coisa de botequim, e com certeza existem mil opiniões sobre isso.  Mas...

De concreto, Castroneves disse que iria conversar sobre o assunto com Roger Penske depois das 500 Milhas. Ele deixou claro que a mudança recente de vários pilotos de monopostos para os stock cars o intriga, mas tudo “depende da oportunidade. Tem a ver com o momento certo e não tenho certeza se o momento é certo”.  E finalmente, quando perguntado se acha que os fãs da NASCAR  o receberão bem, ele disse: “Acho que vai ser uma boa recepção.” 

 

Vão aí duas fotos do Porsche 911 GT3 RSR, da VICI Racing, pilotado pelo Ruben Carrapatoso no Miller Motorsports Park, em Utah, neste último fim de semana.  O brasileiro e seus dois companheiros de equipe, Nicky e Francesco Pastorelli, terminaram em décimo na classe GT2. Esta foi a primeira corrida do Ruben tanto na American Le Mans Series quanto num carro da GT2. 

 

 

Duas fotos do fim de semana da Rolex e da Nationwide Series no México.  A Dinorah deixou corações partidos...

 

 

 

Uma foto histórica: da esquerda para a direita, Ricardo Zonta, Cristiano da Matta, Oswaldo Negri e o português João Barbosa, antes da prova da Rolex em Laguna Seca.  Na outra foto, o carro 98 sendo pilotado por Cristiano nos treinos.  As fotos são do americano Brian Cleary.

 

 

 

Tá todo mundo falando do Kyle Busch, inclusive nós locutores do SPEED: O contato dele com Dale Earnhardt Jr. em Richmond, os toques no muro em Darlington, a atitude fora da pista, o talento e a atenção que ele tem atraído para a NASCAR.  A história não é diferente neste fim de semana do All Star Challenge, no Lowe’s Motor Speedway, até porque ele conseguiu a pole. Mas vamos esquecer um pouco o “fenômeno” de Las Vegas e falar de Dale Jarret.  O piloto de 51 anos fará no sábado sua despedida oficial da Sprint Cup, depois de ter participado da última prova valendo pontos em Bristol, no dia 16 de março.  Campeão em 1999,com 32 vitórias e 163 top 5s, ele faz parte de uma das duas dobradinhas pai-filho a ser campeã da principal categoria da NASCAR.  O pai dele, Ned Jarret, foi bi-campeão em 61 e 65.   Dale Jarret está na lista dos 25 pilotos com maior número de vitórias na Sprint Cup e durante sua carreira travou batalhas históricas.  A mais famosa delas foi possivelmente quando venceu pela primeira vez as 500 Milhas de Daytona em 1993.  Depois de um duelo espetacular com Dale Earnhardt, Jarret recebeu a bandeira quadriculada com a narração na tevê americana do seu pai Ned.  Ned era o comentarista, mas quando o diretor executivo viu que Dale poderia ganhar, mandou o narrador passar o microfone para o ex-campeão, gerando assim um dos momentos clássicos das transmissões de tevê da categoria. Dale Jarret ganhou mais duas vezes em Daytona, em 1996 e 2000.  O piloto também venceu duas vezes em Indianápolis, em 1996 e 1999.  Na primeira vez, ele criou a tradição seguida hoje na Sprint Cup, em que o vencedor da prova se ajoelha junto com a equipe e beija os tijolos da linha de chegada.   A última vez em que Jarret recebeu a bandeira quadriculada foi em outubro de 2005 em Talladega, menos de 2 meses antes de completar 49 anos.  Ele veio detrás nas últimas voltas e surpreendeu os favoritos. 

Kyle Busch, com menos da metade da idade de Dale (ele acaba de completar 23) é sem dúvida o piloto do momento, mas neste sábado, o grande homenageado será Dale Jarret. 

 

 

 

Acabo de receber estas fotos do Cristiano da Matta.  São as fotos oficiais para a equipe GAINSCO tiradas no circuito de Laguna Seca, na Califórnia.  Numa delas o Cristiano está conversando com o dono da equipe, Bob Stallings, e o Jimmy Vasser.

 

 

 

Bom, estas são minhas primeira palavras neste blog e acho que a ocasião não poderia ser melhor: dois pilotos brasileiros de primeiríssimo nível estarão voltando às pistas neste fim de semana e me deixa orgulhoso saber que o SPEED estará acompanhando os dois.

Cristiano da Matta vai dividir o carro 98 com Jimmy Vasser na quinta etapa da Rolex, no sábado, em Laguna Seca. A equipe de Bob Stallings é a atual campeã da categoria com o carro 99 de Alex Gurney e Jon Fogarty.  Isto é uma garantia que Cristiano terá um bom equipamento nas mãos e não assinou com uma equipe qualquer só para dizer que voltou a correr.  Mas isso é apenas um detalhe. Considerando a gravidade do acidente dele em agosto de 06 durante os testes da Champ Car em Road America, só o fato do piloto mineiro voltar ao seu trabalho (como ele diz), merece nota 10.  Não importa o resultado.

Gil de Ferran é o outro brasileiro voltando, só que agora acumulando as funções de piloto e dono de equipe.  A estréia dele com os carros P2 da American Le Mans Series será no domingo, no Grande Prêmio de Utah, no Miller Motorsports Park.  Pelas entrevistas que li dele até agora, e também pela aparição no programa Wind Tunnel do SPEED americano, dá para ver que Gil de Ferran está mais do que animado.  Ele sabe que a tarefa não vai ser fácil e tem consciência de que este é um projeto para dar resultados a médio e longo prazo.  Mas porque não, considerando o talento dele e o investimento que a Acura está fazendo na categoria, minha expectativa é que o brasileiro nascido em Paris logo, logo, vai obter bons resultados.

E para quem não se lembra, Cristiano e Gil correram juntos na defunta Champ Car (na época chamada CART) de 1999 a 2001, com Gil sendo o campeão em 2000 e 2001.  Em 2002 Gil de Ferran foi para a Indy e Cristiano se tornou o campeão da CART.

Mais posts