A Sprint Cup volta este fim de semana com a corrida em Indianápolis, palco do que foi provavelmente a maior controvérsia do ano passado.
Li ontem uma reportagem sobre o assunto. Segundo o artigo, nunca antes na sua história a GoodYear havia colocado tanto esforço para solucionar um problema. Os testes começaram logo depois do fiasco do ano passado e envolveram várias equipes. Como resultado final, a empresa criou um composto único para o pneu dianteiro direito dos carros.
O problema foi causado pela superfície do asfalto de Indianápolis, que foi “acertada” com pontas de diamante para atender às necessidades da Fórmula Indy e, evidentemente, pelo descaso da GoodYear, que apesar dos testes indicarem que os pneus estavam esfarelando depois de apenas umas poucas voltas, acreditou que tudo daria certo por causa do “emborrrachamento” da pista..
A última sessão de testes foi há cerca de um mês, e até o ex-agente laranja, geralmente um crítico feroz da companhia, aprovou o que foi feito. Claro, o resultado final a gente só vai saber no dia da prova.
Um novo fiasco certamente afetará a companhia, mas poderá também ter um efeito devastador nas arquibancas do autódromo, que a cada ano ficam mais vazias. Ano passado, teve gente jurando que nunca mais voltaria.
Sábado dia 25
Nationwide Series – O’Reilly Raceway - 21:00 – AO VIVO
Domingo- dia 26
Sprint Cup – Indianápolis - 15:00 – AO VIVO
Negri
Tive a oportunidade de conversar com o Oswaldo Negri logo após a corrida da Rolex no último domingo e ele estava bastante animado com o desempenho do carro. Ele me explicou também o motivo da penalidade que acabou tirando as chances dele conseguir um pódio. Um dos mecânicos não tirou a mangueira de ar a tempo e o carro passou por cima, resultando num stop and go em que o Negri ficou um minuto parado. Devastador.
O Negri também disse que o carro do Zonta não estava muito bem e que o paranaense ainda teve um pneu furado na última volta. A transmissão, concentrada no duelo pela primeira posição, não mostrou.
Acho que estas duas situações tornam ainda mais espetaculares os resultados dos dois. Zonta terminou em quinto e Negri em sexto. Zonta já ganhou este ano e o Negri tá chegando lá. Torço para que continuem ano que vem na categoria, que sob a tutela da NASCAR, está claramente ganhando público a cada prova que se passa.
Mais detalhes sobre a corrida em Barber no blog do Negri: http://comunidade.canalspeed.com.br/blogs/oswaldonegri/archive/2009/07/23/a-corrida-de-barber.aspx
Recado ao meu amigo fariseu. Ou melhor, ao caudilho Figueroa...
Quer dizer então que agora é responsabilidade do governo brasileiro construir novas pistas? Cai na real... São os empresários que têm que fazer isso e cabe também aos fãs comparecerem. (Claro, se os preços não forem absurdos, o que é um sério problema.) Nesse ponto, nota 10 ao pessoal da Arrancada, e não é à tôa que o esporte está crescendo.Eu confesso que quando comecei a ler o seu disparate, achei que você ia dizer que o governo deveria aumentar a segurança nas estradas, fazer campanhas de conscientização, etc. Isso sim, é obrigação do governo, embora exista um outro lado... O cidadão também tem obrigações, que são exigir e cooperar. Não adianta criar leis se assim que você for parado por um guarda, a primeira coisa que vem à cabeça é quanto vai ter que tirar do bolso para se livrar do problema. A definição da palavra corrupção não estabelece diferença entre um e um milhão de reais.
E saindo da política, porque aqui não é bem o lugar... um recorde que merece reconhecimento...
Foto: Steve Dykes/Getty Images for NASCAR
Hershel McGriff, de 81 anos, bateu o próprio recorde de ser o piloto mais velho a participar de uma prova da NASCAR. Depois de largar na última posição, uma volta atrás, como penalidade por trocar o carburador, ele chegou em décimo-terceiro numa corrida que contou com 26 pilotos.
O evento da Camping World Series West, foi no Portland International Raceway, onde a última corrida da Series West havia sido em 1986, com a vitória de McGriff. Segundo o vencedor da prova, Jim Inglebright, ele ficou atrás do veterano de 81 anos algumas voltas e não conseguiu ultrapassá-lo.
Hershel McGriff foi escolhido como um dos 50 maiores pilotos de todos os tempos da NASCAR. Ele foi convidado pessoalmente por Bill France para participar da categoria e chegou a conseguir 4 vitórias em 1954. Mas no final optou por voltar para Oregon para cuidar da família e dos negócios.
Foto: Steve Dykes/Getty Images for NASCAR
McGriff junto com o vencedor da prova, Jim Inglebright.