October 2008 - Posts

Foto: Fernanda Freixosa

Inês De Divitiis - O piloto  paulista Norberto Gresse, ou Beto Gresse como é chamado, está em uma fase muito positiva de sua carreira no Brasil. Aos 25 anos de idade ele corre na maior categoria do automobilismo brasileiro, a Stock Car V8, tendo como companheiro de equipe, André Bragantini.  Além disso, Gresse divide o comando de um Porsche com o piloto do milhão, Valdeno Brito, na GT3. No intervalo entre as corridas, Gresse concedeu uma entrevista à Moto Marketing Brasil.

 

Como e quando começou a se interessar pelo automobilismo ?

Sempre adorei carros, meu pai tem uma oficina mecânica, Auto Neg, e sempre ia com ele para lá, então cresci nesse meio. Acompanhava meu pai desde pequeno para assistir alguns amigos dele correr em Interlagos em diversas categorias, inclusive a Stock Car na época dos Opalas, mas até então nunca tinha experimentado. Meu pai chegou a participar na década de 70 de algumas provas como piloto, na divisão 3 de Fusquinha, mas nunca teve dinheiro para dar continuidade. No entanto sempre manteve sua amizade e bom relacionamento com todos , desde chefes de equipes, pilotos e mecânicos,  o que facilitou e abriu portas para mim até os dias de hoje.

 

Como iniciou no automobilismo, conte como tudo começou.

Aos 10 anos de idade, através de um amigo do meu pai, o Walter Trawaglini, representante da marca Parilla de motor de Kart, e até hoje um grande incentivador da minha carreira. Foi ele quem me levou para fazer meu primeiro treino em um kart. E foi só experimentar que não larguei mais.

 

Comente sobre sua trajetória profissional, destacando títulos e vitórias.

Passei por todas as categorias do kart desde a  Cadete  até  a Graduados “A”, por onde tive várias vitórias e alguns títulos, entre eles o de Campeão do Billand Challenge, formando dupla com o Renato Russo. Porém em 2002 tinha dado meu primeiro passo na carreira de monopostos, na Fórmula 4, extinta F-Chevrolet, onde tivemos apenas duas corridas, perdendo espaço para a forte F-Renault na época, que chegou com tudo. Mas infelizmente não tive patrocínio para me manter nos monopostos, e quando menos esperava lá estava eu novamente no Kart.

Fui retornar aos autódromos somente em 2005, quando participei das Mil Milhas em um Omega, terminando em quarto na categoria. A partir daí as coisas começaram a fluir melhor nos carros.  Nesse mesmo ano fiz 6 etapas na Spyder Race no Campeonato Paulista, obtendo 3 vitórias. E então por uma desistência em umas das vagas da equipe do Jayme Silva, estreei em um Campeonato Brasileiro com maiores proporções que foi a Stock Car Light, participando das 3 últimas etapas.

Já em 2006, mais estabilizado e com uma verba melhor de patrocínio, fiz minha primeira temporada completa de Stock Light, na AMG Motorsport, terminando em quinto. E em 2007, pela mesma equipe, fui Campeão Brasileiro de Stock Car Light, atingindo meu maior objetivo que era subir para a maior categoria do automobilismo brasileiro que é a Stock Principal, onde me encontro hoje, defendendo a Bardahl e a Agecom, meus patrocinadores. Outra realização grande da minha carreira vem sendo poder participar de algumas etapas na GT3, ao lado do Valdeno Brito no volante de um Porsche 997, onde conquistamos dois segundo lugares, em Brasília e mais recentemente em Sta. Cruz do Sul.

Foto: Luca Bassani

Qual a sua meta no automobilismo ? Daqui para frente aonde quer chegar?

Minha meta atual é me consolidar profissionalmente na Stock Car, e paralelamente  permanecer na GT3. E quem sabe futuramente vir a participar de algum campeonato de turismo fora do Brasil, seria muito bom.

 

Quais as principais dificuldades e desafios que um piloto enfrenta em sua profissão?

Sem dúvida a maior delas é a de conseguir patrocínio, e os desafios aparecem no dia a dia.  Acredito que na Stock Car, por exemplo, se manter competitivo em todas as provas, com o alto nível de profissionais que temos hoje, é um grande desafio.

 

Quais são os seus ídolos no automobilismo, quem serve de inspiração para você ? Comente por quê.

Ayrton Senna e Michael Schumacher, ambos dispensam comentários.

 

Se tivesse que escolher um grande momento dentro de sua trajetória profissional, qual seria ? E o pior momento ?

O pior momento acredito que foi quando em 2002  após ter o gostinho de guiar um monoposto e partir para os desafios nos autódromos, depois de longos 8 anos no kart, a categoria  perdeu o apoio da Chevrolet e se extinguiu. Na época o Daniel Serra era meu companheiro de equipe no Dragão, entre outros pilotos, como o Salustiano também que hoje está na Stock. No entanto alguns conseguiram mais verba para correr de Fórmula Renault e eu fiquei parado este resto de temporada toda, pois a diferença de valores era muito grande. E assim acabei retornando ao kart, sem perspectivas quanto ao meu futuro.

O melhor momento da minha carreira sem dúvida nenhuma foi meu título de campeão brasileiro de Stock Car Light, em 2007, fato que proporcionou minha ida para a principal, entre outras oportunidades.

 

Como você avalia hoje o automobilismo no Brasil ? Quais são, na sua opinião, as categorias com mais estrutura ? Para um piloto que está iniciando no automobilismo, quais as categorias importantes para consolidar uma carreira profissional?

Eu o avalio como um automobilismo que está numa crescente, porém que tem muito em que evoluir. Acredito que principalmente pela força que a Stock Car tem hoje, o interesse pelo automobilismo no país do futebol aumentou bastante, mas ainda está longe do seu auge, Um país do tamanho do Brasil não pode ter somente duas categorias “chefes” ( Stock Car e Fórmula Truck ) assim como um número tão reduzido de autódromos sem infra-estrutura como vemos hoje....

Para um piloto que está iniciando, o primeiro passo tem que ser o kart, ainda acho que é a melhor escola que existe para alguém que pretende ser profissional desse esporte um dia. Depois se optar pela carreira de Fórmula saiba que a missão é difícil, e por não termos categorias de base no Brasil, sua carreira tem que ser construída basicamente na Europa, o que tornam as dificuldades financeiras ainda maiores. Já para quem pretende ficar por aqui e chegar na Stock, uma categoria escola que tive a oportunidade de andar e adorei é a Spyder.  Acho que como primeiro contato com as pistas, é um carro muito prazeroso de guiar, com reações rápidas, e que ensina bastante.

 

Como você se vê daqui a  10 anos, ou seja, onde e como você quer estar na profissão, qual o seu projeto profissional?

Quero estar fazendo aquilo que mais amo, que é viver profissionalmente do automobilismo, seja na Stock, ou em outra categoria, mas acelerando, isso é o que importa.
 

Foto: Fernanda Freixosa

Hoje um piloto que queira construir uma carreira sólida dentro do automobilismo tem que necessariamente ter uma experiência internacional ou você acredita que não há esta necessidade, que é possível ser um excelente piloto e construir uma bela carreira estando apenas no cenário do automobilismo nacional?

Acredito sim que a experiência internacional sem dúvida conta muito no currículo de qualquer piloto, não só pela experiência adquirida como facilitador para fechar patrocínios, etc...Mas não acho que seja uma regra, acredito como é o meu caso, que nunca andei lá fora, que é possível com muita determinação e profissionalismo se consolidar no automobilismo nacional e desfrutar de uma carreira vitoriosa.

 

Qual sonho ainda não realizado na sua carreira?

Meu sonho é participar de uma prova fora do Brasil, andar em pistas como Spa por exemplo.

 

Se você não fosse piloto, que profissional gostaria de ser?

Acho que acabaria levando em frente a oficina do meu pai, mas não consigo imaginar isso...

 

No último domingo, você e seu companheiro de equipe na GT3, Valdeno Brito, subiram ao pódio na etapa de Santa Cruz do Sul _ RS, conquistando a segunda colocação. Comente um pouco sobre a parceria com Valdeno e sobre o desempenho nesta última prova.

Para mim está sendo uma grande honra dividir o Porsche com o Valdeno.  Ele é um piloto muito rápido e muito profissional, estou aprendendo bastante ao lado dele. Uma parceria que só vem a agregar na minha carreira.Essa última prova foi muito boa. Infelizmente na primeira etapa eu larguei em terceiro e acabei levando um toque da Lamborghini logo na primeira curva, ficando de fora da corrida. Mas na segunda etapa, Valdeno fez uma volta excepcional na classificação colocando uma vantagem de 6 décimos nos hegemônicos Ford GT, e garantindo a pole.Mas como era esperado, o motor do Ford GT falou mais alto na largada, e caímos para segunda posição  Tanto o Valdeno quanto eu imprimimos um ritmo forte na perseguição do Xandy/Andreas, mas terminamos em segundo, o que foi muito satisfatório sabendo da superioridade do concorrente. 

 

                                       Foto: Divulgação
Inês De Divitiis -  Aos 19 anos de idade e correndo na Europa, na Fórmula BMW, o piloto Thiago Geronimi foi o melhor brasileiro da temporada, terminando em quinto. Além disso, ele venceu as duas últimas etapas, em Monza, na preliminar da Fórmula 1. Com muita garra e dedicação, Geronimi, que nasceu em Lorena, interior de São Paulo, tem muitos planos para o futuro.  A curto prazo quer se manter na Europa e correr na F3 ou GP3, mas não descarta o sonho de chegar à Fórmula 1. Confira nesta entrevista que ele concedeu à Motor Marketing Brasil um pouco de sua carreira.

Como e quando começou a se interessar pelo automobilismo? Como iniciou no automobilismo, conte como tudo começou. Minha família já andava de kart e um dia eu fui junto com eles, acabei me interessando e comecei a andar também.

Comente sobre sua trajetória profissional, destacando títulos e vitórias.   Em 2004, disputei o Campeonato de Guará de Kart. Em 2005 e 2006, participei do Paulista. Também corri um Brasileiro, em 2006, em Campo Grande (MS). Com a idade avançada para o kart, decidi então disputar em 2007 a Fórmula BMW Alemã. A escolha se deu pelo fato de ser um campeonato bom para o aprendizado, além de ser realizado na Europa. Terminei a temporada em 11º lugar e fui o quinto melhor estreante. Este ano, com mais experiência, continuei na equipe Eifelland Racing e disputamos a F-BMW Européia. Terminei em 5º no geral, com 3 vitórias (duas em Monza e uma em Valência), 2 poles e cinco pódios no total.

Qual a sua meta no automobilismo? Daqui para frente aonde quer chegar?   Quero continuar na Europa, provavelmente na F-3 ou GP3. A meta é fazer dois anos e quem sabe chegar à GP2 e depois à F-1.

Quais as principais dificuldades e desafios que um piloto enfrenta em sua profissão?   Acredito que a falta de patrocínio é o principal desafio para um piloto que pretende chegar à F1. Além disso, acho que deveriam existir mais categorias de fórmula aqui no Brasil.   

        Foto: Divulgação
Quais são os seus ídolos no automobilismo, quem serve de inspiração para você? Comente por quê.   Meu ídolo é o Ayrton Senna. Mas, atualmente, busco me inspirar um pouco em cada piloto. Eu observo as melhores características de cada um e tento fazer o mesmo.

Se tivesse que escolher um grande momento dentro de sua trajetória profissional, qual seria? E o pior momento?   Um grande momento para mim foi a vitória em Valência em agosto deste ano, a primeira da minha carreira, que veio depois de uma seqüência de resultados ruins. Já o pior momento eu vivi após a corrida após de Hockenheim, em julho. Isso porque, eu encerrei a primeira metade do campeonato em 16º, praticamente sem ter pontuado, e pensei que nunca teria sucesso como piloto.

Como você avalia hoje o automobilismo no Brasil? Quais são, em sua opinião, as categorias com mais estrutura? Para um piloto que está iniciando no automobilismo, quais as categorias importantes para consolidar uma carreira profissional?   Hoje no Brasil, não existem categorias boas de fórmula para quem sai do kart. Há a F3 Sul-americana, mas é um passo muito grande. Acho que logo após o kart, um piloto pode ingressar na Stock Jr e, em seguida, na Copa Vicar, que são ótimas categorias, mas é para quem quer competir com carros de turismo. Para quem quer ir para fora do país, acho que as melhores categorias são a F-BMW, a F-Renault e também a Ford Inglesa.

         Foto: Divulgação
Como você se vê daqui a 10 anos, ou seja, onde e como você quer estar na profissão, qual o seu projeto profissional?  Daqui a 10 anos vou estar com 29 anos e espero estar correndo ainda em alguma categoria forte, além de ter na bagagem alguns títulos. Meu projeto e sonho é chegar à F1, mas existem outras categorias onde eu também ficaria muito satisfeito em correr.

Hoje um piloto que queira construir uma carreira sólida dentro do automobilismo tem que necessariamente ter uma experiência internacional ou você acredita que não há esta necessidade, que é possível ser um excelente piloto e construir uma bela carreira estando apenas no cenário do automobilismo nacional?  Sem dúvidas você pode chegar à Stock Car, que é a maior categoria do automobilismo nacional, sem ter corrido na Europa. Para isso, existem duas categorias de base que são: a Stock Jr e Copa Vicar. Nelas, você adquire a experiência necessária para ser um grande piloto na categoria principal.

Qual sonho ainda não realizado na sua carreira?  Ser campeão mundial de Fórmula 1.

Se você não fosse piloto, que profissional gostaria de ser?   Gostaria de ser um projetista de carros.  

 

Ao lado de seu novo companheiro de equipe, Norberto Gresse, o piloto paraibano conseguiu a primeira pole position na GT3 confirmando fase de ouro em sua carreira

 

O piloto paraibano Valdeno Brito tem mais um motivo para comemorar em uma fase extremamente positiva em sua carreira no automobilismo. Isso porque ele hoje conquistou sua primeira pole position na GT3, ao lado de seu companero Betinho Gresse. A dupla vai largar na frente amanhã, em Santa Cruz do Sul – RS.

 

Durante os treinos de hoje, Betinho Gresse fez o terceiro tempo, 0.7 segundos atrás do pole Andreas Mattheis, que corre com um Ford GT. Depois do treino livre com muita chuva onde os porsches não andaram bem, no momento da classificação a pista já estava seca, voltando à mesma condição dos treinos livres de sexta-feira. Segundo Gresse, o treino tinha sido ótimo, mas ainda tinha mais para extrair do carro. À medida  que o treino classificatório acontecia, a pista secava e os tempos baixavam, apesar de que, o traçado ainda tinha pontos críticos com bastante água. Assim, o piloto Valdeno Brito conquistou a pole com uma diferença de 0.6 segundos do segundo colocado, Xandy Negrão.

 

"É bom demais voltar a correr com o Betinho. Esperávamos brigar pela terceira posição, mas a condição de tempo instável nos ajudou a conseguir este resultado espetacular", comemora Brito.

 

O piloto fez uma análise dos fatores que o levaram a mais esta conquista: "O trabalho da equipe foi perfeito, a atitude vencedora e positiva de todos, aliado ao conhecimento técnico foram fatores determinantes para o nosso sucesso, arrematando a primeira pole da Porsche na GT3", conta.

 

Para amanhã o resultado deve ser bem positivo. "Agora a expectativa é a melhor possível para amaná conseguirmos mais um pódio", conclui Valdeno Brito.

Foto: Divulgação

Inês De Divitiis -  Aos 21 anos de idade, o piloto brasileiro Mario Romancini corre atualmente na World Series, pela equipe Epsilon Euskadi. Antes de se mudar para a Europa, Romancini passou pelo kart, Fórmula Renault e Fórmula 3 Sul-americana. Nesta entrevista concedida para a Motor Marketing Brasil, o piloto conta um pouco de sua trajetória no automobilismo e fala de seus planos e sonhos.

 

Como e quando começou a se interessar pelo automobilismo ?

Desde pequeno tinha em nossa casa de praia mini-carros motorizados, ‘buguinhos’. Acho que foi aí que eu comecei a me interessar por carros. Mais tarde comecei a freqüentar alguns karts indoor, e aí tive certeza do que realmente eu gostava.

 

Como iniciou no automobilismo, conte como tudo começou.

Nessa época, quando eu tinha uns 6 anos eu cheguei a fazer um treino de kart em Interlagos e quase comecei a correr. Mas minha mãe tinha medo. Achava muito perigoso, e também meu pai não tinha o dinheiro necessário para que eu começasse a correr. Só depois, quando eu estava com 13 anos, surgiu de novo a idéia de ir treinar de kart em Interlagos com o Maurão, pois o meu avô já o conhecia e a partir de então não parei mais. Fiz 4 anos de kart e depois comecei nos monopostos.

 

Comente sobre sua trajetória profissional, destacando títulos e vitórias.

Comecei em 2002 no campeonato paulista de kart e, na minha primeira corrida, fiz a pole. Mas saí logo na primeira curva (rs)... estava tão nervoso. Tinha zero de experiência e abandonei na primeira curva. Foi muito frustrante. Mas naquele dia vi que poderia ter bons resultados se levasse a sério. Nesse ano, fui vice no Campeonato Paulista Light. Em 2003 fiz a pole no Brasileiro de kart, em Florianópolis, e em 2004 fiz a pole e fui o 3º colocado no Pan-americano de kart. Fui o melhor brasileiro no mundial desse ano e vice-campeão da Federation Cup. Também fui campeão da Copa Sorriso Petrobras, o que me garantiu na seletiva Petrobras e fui eleito o melhor estreante. Em 2005 fui bicampeão da Copa Sorriso Petrobras. Venci, em 2006, a preliminar da Fórmula 1 de Fórmula Renault e fui o melhor estreante da categoria. E em 2007 fui vice-campeão da Fórmula 3 sul-americana, também como melhor estreante. Agora estou na World Series, pela equipe Epsilon Euskadi.

 

Qual a sua meta no automobilismo ? Daqui para frente onde quer chegar ?

Claro que como todo piloto meu maior sonho é chegar na Fórmula 1. Mas hoje vivendo aqui na Europa e vendo de perto como as coisas são, tento ser um pouco mais realista. Meu objetivo principal é ser um piloto profissional. Seja na Fórmula 1, IRL ou alguma categoria TOP do automobilismo.

 

Quais as principais dificuldades e desafios que um piloto enfrenta em sua profissão ?

A principal dificuldade, com certeza, é a falta de patrocínio. É um esporte muito caro. Que só se você chegar à categoria TOP você pode ganhar um bom salário. Até lá é necessário muito dinheiro e um apoio forte. Também acho que a Formula 1 de hoje esta muito baseada em contatos, e boas influências. Você pode ser o campeão de uma categoria X, mas se o 3º colocado tiver melhores contatos e mais dinheiro que você, é ele que vai pra frente, e não você. Então é bem complicado! Por isso hoje busco um lugar onde eu possa ter isso como profissão, acima de tudo.

Foto: Divulgação

Quais são os seus ídolos no automobilismo, quem serve de inspiração para você ? Comente por quê.

Ayrton Senna. Pois desde pequeno assistia às suas corridas e pelo que ele representou para o automobilismo. Me inspiro muito na sua garra e determinação que tinha para conseguir o que queria. Para mim foi o maior piloto de todos os tempos. E nunca mais teremos ninguém igual. 

 

Se tivesse que escolher um grande momento dentro de sua trajetória profissional, qual seria ? E o pior momento ?

Todas as minhas vitórias foram especiais. Mas acho que a mais especial foi quando venci minha primeira corrida em um monoposto, justamente na preliminar da Fórmula 1. Eu sonhava em disputar aquela corrida. Meu coração batia mais forte toda vez que via o autódromo lotado. Foi muito especial ter vencido em Interlagos no mesmo dia da F-1. O pior momento é difícil dizer. Todos os momentos que tenho que abandonar uma prova por uma falha mecânica ou um acidente é muito frustrante. Todo trabalho do fim de semana vai por água abaixo em um instante. Mas um momento muito ruim foi no Pan-Americano de 2004 no Uruguai. Eu bati o recorde da pista, era muito rápido mesmo. Estava liderando a última corrida debaixo de chuva, quando o piloto local, que estava em segundo, simplesmente não freou e me tirou da pista, acabando com minhas chances de lutar pelo titulo. Acho que poderia ter sido campeão. Consegui voltar para pista e terminei em 3º.

 

Como você avalia hoje o automobilismo no Brasil ? Quais são, na sua opinião, as categorias com mais estrutura ? Para um piloto que está iniciando no automobilismo, quais as categorias importantes para consolidar uma carreira profissional?

O automobilismo no Brasil está cada vez mais difícil nos monopostos. Pois a única categoria de fórmula reconhecida é a Fórmula 3 sul-americana que tem um custo altíssimo e não acho que é um carro ideal para os meninos que estão saindo do kart. Agora sem a Fórmula Renault não tem outra opção.

 

Como você se vê daqui a  10 anos, ou seja, onde e como você quer estar na profissão, qual o seu projeto profissional ?

Não sei aonde me vejo, vou aonde tiver oportunidades boas. Mas sim me vejo como um piloto profissional, fazendo o que eu mais amo e vivendo disso.

 

Hoje um piloto que queira construir uma carreira sólida dentro do automobilismo tem que necessariamente ter uma experiência internacional ou você acredita que não há esta necessidade, que é possível ser um excelente piloto e construir uma bela carreira estando apenas no cenário do automobilismo nacional ?

Dentro dos monopostos não. Isso é certamente impossível. Mas para os carros de turismo acho que sim. A Stock Car é muito forte. Vejam quantos ex-pilotos de Fórmula 1 estão correndo lá. Então para Turismo acho que é possível fazer uma carreira dentro do Brasil sim.

 

Qual sonho ainda não realizado na sua carreira ?

Tenho muitos sonhos, mas o próximo sonho que gostaria de realizar seria um teste de Formula 1.

 

Se você não fosse piloto, que profissional gostaria de ser ?

Nada. Não me vejo fazendo outra coisa.

 

 

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